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No IPO Lisboa, o TNT ganha uma nova vida

No Dia Nacional da Sustentabilidade, que se assinala hoje, 25 de setembro, o IPO Lisboa dá a conhecer um projeto que transforma um material que já não tinha utilização prevista em algo novo, útil e com impacto no dia a dia.

O tecido não tecido (TNT) utilizado em diferentes contextos é recolhido nos diferentes serviços do IPO Lisboa, sempre que mantém as condições necessárias para ser reaproveitado, e encaminhado para a Rouparia, onde é transformado pelas costureiras da instituição em sacos reutilizáveis.

O projeto nasceu da vontade de dar uma segunda vida aos materiais, encontrando novas formas de os aproveitar e prolongar o seu ciclo de utilização.

A reutilização faz parte, aliás, do trabalho desenvolvido diariamente na Rouparia do IPO Lisboa. É aqui que é assegurada a atribuição de fardamento aos profissionais, bem como os respetivos arranjos e ajustes, e onde são também bordados os nomes dos profissionais nas fardas. Sempre que possível, são ainda reaproveitados outros materiais, prolongando a sua utilização e evitando o desperdício.

Os sacos têm diferentes utilizações. Alguns são disponibilizados aos participantes em eventos científicos do IPO Lisboa, como acontece, por exemplo, com o 21.º Curso Teórico-Prático de Broncologia de Intervenção, que termina hoje. Outros são destinados aos doentes, respondendo a necessidades concretas durante o seu percurso de tratamento.

Para Rosa Rodrigues, costureira no IPO Lisboa há 13 anos, este é um trabalho que alia o desafio à criatividade. “Temos de olhar para o material de outra forma, imaginar o que podemos fazer com ele e encontrar a melhor maneira de o transformar. É um trabalho minucioso, mas é também muito gratificante porque conseguimos pegar num material que já teve uma utilização e criar algo novo, útil e pensado para as necessidades do hospital”, explica.

É também essa possibilidade de encontrar novas soluções que entusiasma Cristina Martins, costureira no IPO Lisboa há 4 anos. “Cada saco tem o seu processo e é preciso perceber como podemos aproveitar melhor o material que chega até nós. É diferente do trabalho habitual da Rouparia e, por isso, também nos entusiasma. Gosto particularmente de ver o resultado final e perceber que aquilo que poderia ser desperdício acaba por ter uma nova utilidade”, conta.

Para além da reutilização de materiais, o projeto valoriza assim o conhecimento, a experiência e a criatividade das costureiras, que transformam um material que poderia ser descartado num objeto com uma nova função.

Cada saco produzido representa uma pequena mudança na forma como os recursos são utilizados. Um material que poderia ser descartado é transformado, ganha uma nova vida e passa a responder a diferentes necessidades dentro da própria instituição.

É também assim que se constrói uma cultura de sustentabilidade: reaproveitando, transformando e encontrando novas utilizações para aquilo que já temos.

A iniciativa, promovida pelo Grupo de Trabalho de Sustentabilidade do IPO Lisboa, integra o compromisso do hospital com a sustentabilidade e com a adoção de práticas mais responsáveis na utilização dos recursos, contribuindo para uma organização mais consciente do seu impacto ambiental e social.

Artigo originalmente publicado a 25/09/2026 em https://www.ipolisboa.min-saude.pt/