
A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) acolheu um workshop promovido pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) dedicado à Participação Social em Saúde, em Portugal.
O encontro, que decorreu no dia 27 de junho de 2025, reuniu representantes de instituições públicas, organizações da sociedade civil, profissionais de saúde, académicos e decisores, para refletir de forma estruturada sobre os caminhos para uma maior e mais eficaz integração dos cidadãos nos processos de decisão em saúde.
A sessão de abertura contou com a presença de Dheepa Rajan, representante da OMS, e de Vítor Ramos, presidente do CNS.
“A participação cidadã em saúde não é uma opção, é um imperativo. Os sistemas de saúde só são verdadeiramente fortes, resilientes e sustentáveis quando se constroem com as pessoas e para as pessoas”, afirmou a diretora da ENSP NOVA, Sónia Dias, numa mensagem lida durante o evento.
Ao longo do dia, os participantes dividiram-se em vários grupos de trabalho temáticos, que abordaram questões essenciais como a literacia em saúde, os modelos de participação local, o papel das associações de doentes ou os mecanismos institucionais de envolvimento da sociedade civil. A diversidade de experiências e perspetivas partilhadas contribuiu para uma reflexão rica e transversal sobre os desafios atuais.
Um dos compromissos centrais assumidos foi o de coligir e sistematizar os contributos dos diferentes grupos de trabalho num relatório de conclusões, que será disponibilizado publicamente. Esta iniciativa reforçou o modelo participativo do encontro e o seu potencial para gerar impacto real na construção de políticas públicas mais inclusivas e alinhadas com as necessidades das comunidades.
Na sua mensagem, a diretora da ENSP NOVA destacou ainda a importância de garantir que a capacitação dos cidadãos seja acompanhada da criação de espaços reais de participação, acessíveis, transparentes e com consequências práticas. Sublinhou ainda que a ENSP NOVA continuará a investir neste caminho, nomeadamente através da Academia para a Capacitação das Associações de Doentes (ACAD) e do futuro Centro de Inovação em Saúde Pública, atualmente em desenvolvimento.